
Nunca poderia imaginar que assistiria um show do Deep Purple na cidade que morava. A banda que embalou meus sonhos pré adolescentes e que é considerada uma lenda viva do Rock. Eu morava no fim do mundo e precisava viajar muitos quilômetros para ver minhas bandas prediletas e ,como mágica, eles apareceram, no início do século XXI, diante dos meus olhos em cima do palco. Foi uma emoção indescritível. Ainda mais porque tenho uma relação afetiva com a cor mais púrpura do Rock.
Todas as suas formações e bandas que se originaram do Purple tocaram e ainda tocam diretamente no meu coração. A batida, o peso, a melodia e os solos de guitarra. Ah, os solos de guitarra mereceriam um capítulo à parte. Este seria chamado e dedicado ao mestre Blackmore. Na fase clássica, do Machine head, era acompanhado pelos vocais, espetaculares, de Ian Gillan, pela pulsação do baixo de Roger Glover, pelo ritmo intenso da bateria de Ian Paice e pelos teclados de John Lord.
Aprendi a gostar do Deep Purple com esses caras. Eles, praticamente, inventaram o Heavy Metal e formavam a santíssima trindade juntamente com o Black Sabbath e o Led Zeppelin. Mas, dizem, que tudo que é bom dura pouco. Por isso, seja para o bem ou para o mal as formações se alteraram. Mas a cada novo membro, uma nova satisfação surgia em forma de música e álbuns fantásticos para os ouvintes e apreciadores do bom e velho Rock Pesado. Então, se saíram Gillan e Glover, logo fomos recompensados e apresentados à David Coverdale e Glen Hughes. Este último, além de excelente baixista, cheio de groove, também era e ainda é um ótimo cantor.
Quando Blackmore saiu da banda, que ainda seguiu seu rumos por uns tempos, nos presenteou com o Rainbow. Uma banda poderosíssima que nos revelou Ronnie James Dio. Sendo que mais tarde, o pequeno grande homem, escreveria sua própria história com o Black Sabbath gravando discos antológicos como Mob Rules e o ao vivo Live Evil e Heaven and Hell que dá nome a atual encarnação deste grupo que conta ainda com ninguém mais do que Gezzer Butler e o rei dos riffs Tony Iommi. Acompanhados por Vinnie Ápice que também tocou com Dio no clássico álbum “Holy Diver”. Enfim, mas o Rainbow ainda lançou discos com o mais puro e elaborado rock como “I Surrender” com capas que marcaram época, liderado por Blackmore, e nos revelou o competente e simpático Joe Lynn Turner que , inclusive, chegou a gravar um disco com o Deep Purple nos anos 1990.
Ainda nos anos 1970, com o desmembramento do DP, surgiu o Whitesnake que tinha e ainda mantém David Coverdale nos vocais e contou com Jonh Lord e Ian Paice entre suas fileiras. Portanto, facilmente conquistou um espaço cativo no coração dos rockers mais apaixonados. Uma das músicas que mais me agradam do repertório da serpente branca é “Love Ain´t No Strangers”. Por volta desta época, nos anos 1980, o Deep Purple retornou com “Perfects Strangers”, tanto o álbum quanto a canção arrasam quarteirões. Uau! Como você pode ter notado a cor mais púrpura do rock me provoca muitas emoções. Mas isto é assunto para outra ocasião.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Deep Purple: A Cor mais Púrpura do Rock.
Postado por Sara Novo às 16:51
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário