BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS

terça-feira, 31 de março de 2009

História do Rock Brasileiro

Introdução


O rock brasileiro nasceu tão logo Elvis Presley disparou o primeiro dos três acordes de That's Alright Mama, e as primeiras cenas de "Rock Around The Clock/Balanço das Horas" - passaram nas telas dos cinemas brasileiros, com a trilha sonora de Bill Halley & His Comets. Em meados dos anos 50, inicialmente pelas mãos e vozes de orquestras de baile e cantores populares, como Betinho e Seu Conjunto, Nora Ney e Cauby Peixoto, o rock and roll tomou conta dos rádios, televisões e produziu ídolos como Sérgio Murillo, Tony e Celly Campello. Em seguida, com a entrada em cena da fase instrumental, os novos roqueiros agregaram à história do rock nacional os sons das guitarras, influenciados por grupos como os ingleses Shadows e os americanos Ventures, ampliando a cultura musical da juventude. Depois, nos anos 60, com a chegada dos Beatles, dos Rolling Stones e Jimi Hendrix, vieram a Jovem Guarda, a Tropicália e o som de garagem, com seus yê-yê-yês, distorções de guitarras e contestação. A experiência acumulada desembocou na geração dos anos 70, com o rock made in Brazil, que aprofundou as misturas sonoras, incorporando o progressivo, a música rural e outros sons nordestinos. As várias fases do rock brasileiro seguem explicadas abaixo.
Anos 50


A história do rock no Brasil é basicamente a mesma dos demais países, exceto Estados Unidos, onde ele nasceu, e Inglaterra, onde, de certa forma, o skiffle assimilou a seu jeito e de forma mais rápida a nova linguagem musical. Ao chegar em terras brasileiras, diante da inexperiência dos jovens frente ao ritmo novo, aos instrumentos e, mesmo, à falta de espaço social para a juventude, o rock and roll foi absorvido inicialmente pelas orquestras de jazz, e pelos cantores tradicionais, responsáveis pelos primeiros hits do novo gênero. Assim, Nora Ney, uma cantora de boleros e samba canção, gravou o primeiro rock – Rock Around the Clock (em inglês); Betinho e seu Conjunto é responsável pelo primeiro rock com guitarra elétrica, o clássico Enrolando o Rock, onde tocou uma Fender Stratocaster; e, ainda, é do compositor Miguel Gustavo, com interpretação de Cauby Peixoto, o primeiro rock com letra em português – Rock and Roll em Copacabana. Mas, de forma especial, foi com a exibição do filme Balanço das Horas (Rock Around the Clock), com trilha sonora de Bill Halley & His Comets, que o rock and roll estourou no país, provocando tamanha confusão nos cinemas, que levou, por exemplo, o governador de São Paulo, Jânio Quadros, a emitir "Nota Oficial", com o seguinte conteúdo: "Determine à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes. Se forem menores, entregá-los ao honrado Juíz. Providências drásticas". Também marco histórico do nascimento do rock nacional é o 78rpm com as músicas Forgive Me/Handsome Boy, gravado em 1958 pelos irmãos Tony Campello e Celly Campello, vindos do interior de São Paulo, que abriu definitivamente o caminho do disco, dos programas de rádio e televisão e shows. Depois, vieram Sérgio Murilo, Demétrius, Baby Santiago, Wilson Miranda, Ronnie Cord e outros, como Erasmo Carlos (com os Snakes), Eduardo Araújo, Albert Pavão e Renato e Seus Blue Caps, que fizeram a história daquela e das futuras gerações. Entre os clássicos da época, destacaram-se, entre outros, Rock de Morte (Sérgio Murilo), Rock do Saci (Demétrius), Bata Baby (Wilson Miranda), Estou Louco (Baby Santiago), Vigésimo Andar (Albert Pavão), Banho de Lua (Celly Campello), Rua Augusta (Ronnie Cord), Baby Rock (Tony Campello) e Diana (Carlos Gonzaga).
Anos 60



A década de sessenta abriu com a mistura de rock tradicional, som instrumental, surf music e outros ritmos como o twist e o hully gully. Com o surgimento dos Beatles e dos Rolling Stones, o rock brasileiro explodiu definitivamente sob diversas formas, transformando-se em um dos mais criativos da América Latina. O movimento Jovem Guarda, liderado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, envolveu a maioria da juventude, com programas de televisão, shows ao vivo e inúmeros discos, entre lps e os lendários compactos. Em 1966, sob o comando de Roberto Carlos (foto), o I Festival de Conjuntos da Jovem Guarda, promovido pela TV Record, espalhou a febre do rock pelo país, que tomou conta das garagens, clubes sociais, televisões regionais, festas de igreja e aniversários. Além dos três, também destacaram-se os cantores Eduardo Araújo e Ronnie Von e os grupos Renato e Seus Blue Caps, Os Incríveis e The Fevers, entre outros. Ao lado da Jovem Guarda, também a Tropicália, eliminando as fronteiras sonoras e culturais, introduziu a guitarra na tradicional MPB e o discurso político no rock, produzindo a versão brasileira da psicodelia mundial. Neste movimento, destcaram-se intérpretes, compositores e arranjadores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Rogério Duprat e, de forma especial, o grupo Mutantes. Ainda, além desses espaços mais visíveis, o som de garagem também marcou a sua presença no cenário roqueiro nacional, por meio de inúmeros grupos que deixaram raros lps e compactos para a história, como Som Beat, Baobás, Beat Boys e Liverpool.
Anos 70


Os anos 70 foram marcados pelas bandas e intérpretes "made in Brazil", que afirmaram definitivamente a identidade do rock nacional, compondo e cantando em português e, também, ampliando o domínio da técnica, dos equipamentos e dos estúdios. Foi a década que também introduziu no país os grandes shows, tanto em casas de espetáculos, ginásios e, de forma especial, ao ar livre. Iluminados pelo exemplo dos Mutantes, dezenas de grupos desdobraram-se em variadas experiências, do rock visceral do Made In Brazil, ao progressivo Som Nosso de Cada Dia, liderado pelo ex-Incríveis Manito, passando pela psicodelia barroca d'A Barca do Sol, pelo rock rural do Ruy Maurity Trio ou pela mistura de progressivo/erudito/música regional do grupo O Terço, entre outros. Destacaram-se ainda nos anos setenta, os grupos Som Imaginário, O Peso, Bixo da Seda, Moto Perpétuo, Módulo Mil, Arnaldo (Baptista) & Patrulha do Espaço; Sá, Rodrix & Guarabira; Secos & Molhados e Veludo, entre outros. O grande destaque desta década é o surgimento de Raul Seixas que, depois de liderar o grupo Raulzito e Os Panteras, em meados dos anos sessenta, e produzir inúmeros artistas para a CBS, entre eles Jerry Adriani, transformou-se no maior roqueiro do Brasil, com sua colagem universal de Elvis Presley/John Lennon/Luiz Gonzaga.
Anos 80


Nos anos 80, o rock brasileiro se firma no mercado. Nomes consagrados da MPB e da música romântica cedem espaço nas paradas de sucesso a artistas influenciados pelas novas tendências internacionais. Punk, new wave e reggae ecoam no Brasil. O grupo Blitz, liderado por Evandro Mesquita, é o primeiro fenômeno espontâneo. Sua música "Você não soube me amar", de 1982, é sucesso nacional. Segue-se um surto de novos talentos, como Barão Vermelho, que tem Cazuza, considerado o maior letrista do rock brasileiro dos anos 80, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Camisa de Vênus. São eles os novos interlocutores da juventude. Uma fusão de MPB com a música pop internacional ganha espaço no rádio. Eduardo Duzek, Marina Lima, Lulu Santos, Lobão e Ritchie são os representantes dessa tendência. O grupo paulistano RPM, liderado por Paulo Ricardo, chega a vender 2 milhões de discos entre 1986 e 1988. Ainda de São Paulo emergem Ultraje a Rigor (com a música Inútil) e Titãs, cujo disco Cabeça dinossauro transforma-se em marco da musicalidade produzida no período.
Veja uma lista das bandas nacionais que mais se destacaram nos anos 80:
Blitz, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, Titãs, Ultraje a Rigor, Ira!, Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Havaí, RPM, Cabine C, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Heróis da Resistência, João Penca e os Miquinhos Amestrados, Capital Inicial, Plebe Rude, Finis Africae, Biquini Cavadão, Lobão e os Ronaldos, Ritchie, Rádio Táxi, Roupa Nova, Lulu Santos, Leo Jaíme, Kiko Zambianchi, Os Inocentes, Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres, Olho Seco e Mercenárias
Anos 90




Nos anos 90, aparecem grupos cantando em inglês, que abrem perspectivas de sucesso internacional. O grupo mineiro Sepultura consagra-se na Europa e nos Estados Unidos. O grupo paulistano Viper conquista o Japão. A partir de 1993 voltam a fazer sucesso bandas que cantam em português e incorporam ritmos regionais nordestinos, como os Raimundos (de Brasília) e Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A (do Recife).

domingo, 29 de março de 2009

Salvador tem Festival de Rock?


Festival Alternativo Palco do Rock. Um dos mais expressivos festivais de rock surgido da iniciativa de músicos do estilo que reivindicavam um espaço no carnaval baiano. Em 1991 foi criada a Associação Cultural Clube do Rock com o objetivo de incentivar a cultura rocker local. Sua primeira diretoria era composta por Humberto César (Tedão), integrantre da banda Sexto Sentido, Ediomário (Tuca) da banda Razão Social e Maria Luíza, advogada e simpatizante do movimento. Muitas reuniões foram feitas com as entidades responsáveis pela organização do carnaval baiano para que as bandas de Rock tivessem seu espaço. A idéia inicial do projeto era com bandas de Rock tocando em trios elétricos, porém não obteve êxito. Em 1994, Sandra e Ray da banda Ulo Selvagem se integraram a diretoria, fazendo com que idéias novas e maduras fossem implantadas. Sandra tinha um projeto que visava a realização de um grande festival em Arembepe (praia de uma cidade próxima, Camaçari) reciclando ao grupo uma opção de obter um palco alternativo só para bandas de Rock. O projeto então foi levado ao conhecimento do Sindicato dos Músicos, e o mesmo encaminhou até a Prefeitura. Depois de muito esforço, foi aprovado na Câmara Municipal de Salvador o Projeto Alternativo Palco do Rock, criando uma categoria intitulada "bandas de Rock". Neste primeiro ano, foi realizado um concurso público desenvolvido pela Prefeitura (Emtursa), Sindicato dos Músicos e Ordem dos Músicos do Brasil na Associação Atlética da Bahia, com as bandas divididas nas seguintes categorias: Música baiana, Samba e Pagode, Categoria Mirim, Bandas e Fanfarras e Bandas de Rock.

A categoria "bandas de Rock" obteve inscrição de mais de 40 (quarenta) bandas para o Concurso Público obtendo espaço para 2 (duas) bandas notórias, sendo elas; Ulo Selvagem, que ficou em primeiro lugar e a The Farpa, que ficou em segundo, conquistando assim o direito de fazer duas apresentações ao lado das bandas Cravo Negro, Treblinka e Úteros em Fúria. A categoria "bandas de Rock" obteve a melhor pontuação perante às outras categorias. Ao total, foram 27 (vinte e sete) bandas de Rock classificadas para tocar no primeiro Palco do Rock, montado na Praia de Jaguaribe. Todas elas receberam um cachê que variavam entre 1.000 (mil) a 3.000 (três mil) dólares. Cerca de mais de 3.000 (três mil) pessoas compareceram diariamente. Vale ressaltar as importantes participações de personalidades neste primeiro ano: Marcos (Blackness), Toni (Chemical Death), Metal tatoo e Toni Vila Nova (The Cross ).

No segundo ano (1995), já localizado na Praia de Piatã, o interesse pelo festival tanto pelo público que montava caravanas de diversos lugares da Bahia e até do Brasil quanto principalmente pelas bandas que demonstravam total interesse em participar do evento pela sua grande importância e pelo bom cachê que era pago pela Prefeitura, cresceu. A mídia concedeu uma maior divulgação, colocando equipes jornalística para fazer a cobertura do evento. Bandas como The Dead Billies e Slow foram os grandes destaques do concurso público, e na categoria "bandas notórias" abriu-se um leque maior com nomes como: Ulo Selvagem, Slavery, Mystifier , Head Hunter dc, Zona Abissal e muitas outras.

Em 1996 foi o ano da MTV, mas o pior em termos de estrutura. O festival foi denominado como a "Tenda de Dara" (por ter sido montada uma espécie de "lona gigante" em cima de uma estrutura de concreto espaçosa). Astrid Fontenelle, Ex-VJ da MTV, foi pessoalmente fazer a cobertura do festival para o programa "Antes da Fama". No primeiro dia, não obteve show, mas ainda assim as bandas que tocariam neste dia receberam o seus estipulados cachês, sendo elas a Dr. Cascadura, Autonomia, Trilhas Blues e outras. O restante dos dias do festival ocorreram normalmente.

O ano de 1997 foi o da polêmica, ano de eleição. A nova administração da cidade de Salvador fez uma série de mudanças, principalmente na contenção de despesas. Antes, Salvador tinha cerca de 21 (vinte e um) palcos alternativos (não de rock, e sim, axé e pagode) espalhados por toda cidade. Esses palcos foram diminuídos para apenas 4 (quatro) e o Palco do Rock não estava incluído. Tivemos o importante apoio do vereador Emmerson José que junto ao Prefeito Antônio Imbassahy reivindicou a permanência do Palco do Rock, e com muito esforço e dedicação mantemos a existência do evento, mas os "cachês" foram extintos, não mais pagos pela Prefeitura. Com isso, uma polêmica muito grande foi criada, porque o concurso público já havia sido realizado e as bandas escolhidas com seus respectivos cachês publicados no Diário Oficial do Município. Muitas delas se recusaram tocar gratuitamente. Foi concebida então uma reunião emergencial, onde ficou decidido convidar algumas bandas para suprir as vagas em aberto, sendo elas; Ulo Selvagem, Dr. Cascadura e Slavery, pois já tinham uma grande representação dentro do movimento. Estas mesmas concordaram em tocar gratuitamente em prol do fortalecimento do evento, mas o maior problema ficou por conta da banda Dorsal Atlântica (RJ), que foi selecionada como "banda notória" e ganharia um cachê de R$ 3.000. Conseguiu-se passagens de avião e hospedagem para a banda , mas os mesmos não vieram alegando o não - pagamento do cachê. O Palco foi montado, e por sinal uma excelente estrutura de som, palco e iluminação. Um dos melhores já acontecidos. As bandas que tocaram não ganharam cachê, mas foram muito importante para a manutenção do evento. Neste ano, apesar de algums empecilhos, a ACCRBA obteve uma vitória importante para o Rock local com a coletânea "Bahia Rock Collection" lançada pelo selo WR Discos, sendo composta com o melhor que existia no Rock local, tendo como seu principal objetivo mostrar o que a Bahia estava produzindo, com bandas como Nós nem Liga, Mercy Killing, Peacemaker, Slow, Crotalus, Blackness, Ulo Selvagem, Shadows, Síncope, Yonsem Maia, Dê Cream Cracker, Autonomia e Dois Sapos e Meio. Foi bem recebida pela crítica local e nacional pelo alto nível de gravação e qualidade técnica das bandas.

Em sua quinta edição (1998), o concurso público foi destituído e as bandas passaram a ser selecionadas através dos seus materiais pela própria ACCRBA. Surpresas importantes aconteceram, centenas de materiais de bandas locais e de outros estados foram recebidos. 9 (nove) bandas de outros estados participaram do festival. Dentre elas, destacamos Sem Destino (DF), Dread Razor (AL), Sevent Blight (AL), Oito (SP), Mortal Scenery (MG), Hanagorick(PE) , SLUG (DF) e outras que junto às bandas baianas ilustraram maior qualidade para o festival, revelando também bandas locais como Peacemaker e Mystery. Os músicos visitantes obtiveram suas hospedagens pagas pela prefeitura, mas os mesmos arcaram com as despesas de seus respectivos transportes e também tocaram sem cachê, provando assim a importância do festival.

Em 1999 tivemos mais uma vez a participação de bandas importantes do cenário alternativo nacional, como Cabeça(RJ), Polux (RJ), RTL (DF), Dr. Savage (MG), No Rest (RS) e Wichtchery (RJ). Tudo transcorreu normalmente.

No ano de 2000, em sua sétima edição, tivemos representantes internacionais entre as atrações; Orlando Bové (americano de Los Angeles radicado em Salvador, que toca blues incorporando elementos percussivos da música baiana) e a banda Imortalis de Portugal (de thrash metal). Tivemos também a participação de bandas que tocaram pela primeira vez no evento e se destacaram, como a Malefactor, Janquis, Crinus e outras.

O ano de 2001 foi marcado com mudanças inovadoras e também muita polêmica. Foi o melhor ano em termos estruturais. Além de palco, som e iluminação impecáveis, as bandas obtiveram um backstage, um website (este mesmo) para maiores esclarecimentos sobre o evento, maior cobertura da mídia local e nacional (visto alguns canais fechados e websites divulgando o evento) e estruturas "extra-palco-do-rock", como FutAreia e FutEspuma (Campeonato de Futebol masculino e feminino entre as bandas), além de reuniões mais estruturadas e festas de confraternização entre os músicos. Esta nova diretoria obteve um tempo hábil de apenas 4 (quatro) meses para realização do evento, tendo a frente da mesma; Sandra, Ray, Dirvan Fernandes, Gabriel Amorim e o colaborador Zezinho Peixoto. Dentre várias modificações, conseguiu-se abolir a taxa de manutenção do Palco do Rock, COM INSCRIÇÕES GRATUITAS!! (antes era cobrada uma taxa de R$50,00 [cinquenta reais] para as bandas se inscreverem, que servia para manter a sede da ACCRBA [agora em outra localização]). Este Festival Alternativo Palco do Rock foi também o mais eclético em termos de estilos musicais. Como bandas revelações, tivemos a Sociedade 3 Oitão, Terno Elétrico (DF), Lilit, Ácaros IPA, Kbrunco, O Festa e outras. Mas infelizmente, a inconsequência de alguns pseudo-marginais fizeram com que o Palco do Rock acabasse antes do previsto. O último dia do evento não aconteceu devido a um foco de violência (que convenhamos, era de fácil controle). A Polícia Militar do bairro de Piatã (sim, do bairro, pois o evento [que é aberto ao público] não possuia um contigente de policiais suficiente, obtendo vergonhosamente apenas 5 [cinco] à 10 [dez] diante de mais de 12.000 [doze mil] pessoas) foi até a produção do evento e notificou que "o quadro ali criado era impossível de reter, e o que acontecesse ali SERIA RESPONSABILIDADE DA PRODUÇÃO!!!". Ora bolas, não é uma responsabilidade da polícia FORNECER SEGURANÇA AO CIDADÃO??? Então, a noite do terceiro dia do Palco do Rock foi interrompida pela metade. E no quarto e último dia, a ACCRBA recebeu um telefonema do prefeito Antônio Imbassahy pedindo para que CANCELASSE O EVENTO devido ao ocorrido na noite passada. A ACCRBA não contestou, obedeceu a ordem do prefeito. Mas fica uma breve reflexão: Se o problema é a violência, por que não acabar com o Carnaval tradicional, já que a média de ocorrências são de 4.500 (quatro mil e quinhentas) por ano e o próprio Palco do Rock obtém ÍNDICES DE VIOLÊNCIA ZERO NESSES ANOS DE ACONTECIMENTO??

O ano de 2002 dispensa comentários no que diz respeito a intransigência do PODER PÚBLICO. O Palco do Rock não aconteceu. Abaixo, um breve resumo de um comunicado postado no site de 2002, explicando o que aconteceu:

"A imprensa finalmente começou a se mobilizar a respeito do palco do rock. Nesta terça-feira, dia 5 de fevereiro, saiu uma matéria no jornal "Correio da Bahia" comentando a polêmica em volta do festival . Foi curta, porém verdadeira. Na quarta feira, ativamos alguns representantes de bandas e fomos ao programa do Sr. Raimundo Varela (um programa de utilidade pública muito conhecido na Bahia) e protestamos contra as intransigências sofridas por nós neste período. Finalmente, tivemos algum êxito. Colocamos algumas verdades à público, em vista que não poderíamos falar tudo pelo pouco tempo reservado a nós por causa do formato do programa. Sinceramente, em instantes, parece que estamos participando de uma gincana. Sim, uma gincana...

Estamos recebendo solidariedade de alguns orgãos e vereadores que tem conhecimento do festival (que aliás, com 9 anos de realização é praticamente impossível não conhecer). Isso é muito bom. Conseguimos então, reaver o Palco, Som e Iluminação. Os empecilhos agora são causados pela burocracia de documentos, onde apareceram algumas exigências ridículas e ilegais, somente para demorar mais e mais o andamento do festival. Além destes, ainda tem a papelada referente ao Costa Verde Tennis Clube, como alvará de liberação do juizado de menores (sim, porque o evento agora é fechado), liberação do ECAD (que "preza" pelos direitos autorais dos artistas. Só que os artistas que tocam no palco do rock são independentes e não tem suas músicas editadas. Vale frisar a falta de educação e de senso que o atendente do ECAD nos recebeu, sendo irredutível e totalmente ofensivo. Não quis saber de negociações mesmo sabendo da condição dos artistas, querendo cobrar pelo que NÃO EXISTE. E mais, que não tinha conhecimento sobre o evento. Não é demais??), liberação da SUCOM [cuja o clube está multado em R$ 10.000 (dez mil reais), sendo mais um problema], etc., etc. e etc. onde também houve burocracia, impedindo assim, a REALIZAÇÃO DO PALCO DO ROCK NO PERÍODO DO CARNAVAL ESTE ANO...

É isso mesmo. Parece que eles conseguiram excluir as 10.000 (dez mil) pessoas presentes diariamente nestes 8 anos de festival do carnaval alternativo. Tentaram de todas as formas nos atrasar para que se tornasse impraticável a realização do evento nas festividades carnavalescas. Preconceito. Mas é bom que o público saiba da verdade, não somente pelo cunho informativo, mas para realmente ter conhecimento de quanto lutamos pelo nosso espaço e que a ACCRBA não é uma organização irresponsável, como muitos desinformados e invejosos espalham em boatos. Agora, o reconhecimento, acima de tudo, é que nos motiva a acordar cedo e deixar nossos cotidianos de lado para cuidar da manutenção do Palco do Rock...

Em suma: O PALCO DO ROCK NÃO SERÁ MAIS REALIZADO NO PERÍODO DO CARNAVAL ESTE ANO. Não obtemos tempo hábil para agir como uma organização. Seria uma completa DESorganização. Mas ressaltamos que vamos continuar agindo, e que faremos o Palco do Rock em outras datas. Não nos sacrificamos tanto para perder essa guerra agora. Em breve, deixaremos à público também os nossos projetos sociais para melhorias do cenário rocker local."


Em 2003, com uma nova diretoria e nova estrutura, a ACCRBA, em protesto à não liberação para realização do mesmo, realizou o mesmo de uma maneira totalmente independente, alternativa e sem patrocínio, num local mais reduzido e com bilheteria. Agregou cerca de 800 (oitocentas) pessoas por dia, tocando ao todo 28 (vinte e oito) bandas, sendo 1 (uma) de Brasília (que arcou com suas despesas). Novamente, um marco de ousadia, feito somente pelas bandas e pelo público sedento pelo rock no carnaval. Todos ficaram satisfeitíssimos.

Em 2004, mais uma vez, nós tentamos, pressionamos, mobilizamos a imprensa, e não conseguimos... recebemos mais apoio, mas, quem tem o poder não se pronunciou novamente.... E então, pelo 2° ano, fizemos no Teatro da Praia (a um preço super acessível). Foram 4 dias como sempre, com 36 (trinta e seis) bandas (mais que o ano passado), sendo 2 (duas) de Brasília (Sem Destino / Canelas de Cachorro), 1 (uma) de Fortaleza (Alma), 1 (uma) de Alagoas (TMD) e 1 (uma) de Minas Gerais (Drowned). Novamente, tudo transcorreu bem, e foi muito mais elogiado, sendo tema de 3 (três) trabalhos de diferentes faculdades de alunos de comunicação.

E finalmente, em 2005, NÓS CONSEGUIMOS!! Após 3 (três) anos sofrendo, colocamos novamente o Palco do Rock de volta às ruas, aberto ao público!! A nova administração da cidade entendeu os nossos anseios e direitos, e, numa medida emergencial, faltando apenas 2 (duas) semanas para o carnaval, cedeu um Trio Elétrico para tanto (intermediado pelo vereador Rui Costa). Foi um retorno em grande estilo, em cima do maior símbolo do carnaval Baiano!! Como sempre, foram 4 (quatro) dias de rock' n roll, onde 33 (trinta e três) bandas tocaram, apesar de MUITA dificuldade causada pela SUCOM e pela Chuva, sendo 2 (duas) de Maceió (MUT [Mutação] / Who Am 'I) e 1 (uma) de São Paulo (Chipset Zero, considerada uma das melhores). O Público médio foi de 4.000 (quatro mil) pessoas, devido o pouco tempo que tivemos de divulgação. Tivemos também Segurança Particular (contratada pela ACCRBA), presença da Polícia Militar, SAMU (Ambulância em forma de Posto de Sáude), Iluminação Reforçada de Área e, pela primeira vez, inserção na divulgação oficial do carnaval, o que inclui outros países!!! No ano que vem, foi prometido uma estrutura ainda melhor pela democrática nova administração da cidade do Salvador!!

Em 2006, tivemos o RETORNO definitivo!!! E pra ficar!!! Neste ano, tivemos a MELHOR estrutura de som, palco e iluminação de todos os anos, uma boa difusão de mídia (presença das TV's, grandes matérias em jornais e novamente inclusos na programação oficial do Carnaval), segurança particular, 32 bandas tocando durante as 4 noites, 7 bandas de outros estados (Macula (CE), Zero8quatro (RN), A.L.M.A. (CE), Mr. Freeze (AL), Alegoria da Caverna (CE), C-Real (SP) e [maua] (SE)), e um público mínimo de 5.000 (cinco mil) e máximo de 7.000 (sete mil) pessoas!!! Falar mais o quê?? CONSEGUIMOS O EVENTO DE VOLTA APÓS 5 ANOS DE MUITA LUTA E PROTESTO contra a discriminação explicita!! E a conquista maior é a integração social e artística!! ISSO É ROCK 'N ROLL!!!!!

O Palco do Rock 2007, em sua 13ª edição dentro do carnaval soteropolitano, foi, mais uma vez, sucesso de público nas quatro noites de muito rock and roll. De sábado à terça de carnaval, 35 bandas dos diversos estilos rockers e de outros estados além da Bahia, como Jolly Joker (PA), Delinquentes (PA), Playground (SP), Maldita (RJ), Levant (CE) participaram do já tradicional festival. Na oportunidade, tivemos, após 13 anos de reclamações, um ótimo suporte da polícia militar, que garantiu ainda mais a tranquilidade para o público presente. Na Ressaca do Evento, premiamos os considerados destaques, sejam bandas ou produção, escolhidos através de uma votação na nossa comunidade no orkut.

sexta-feira, 27 de março de 2009

For The All Head Benguers - Metal is Forever.

Iron Maiden - Uma das melhores banda de Heavy Metal - História

Tudo começou na fria e distante Inglaterra, em meados da década de 70, quando uma grande crise econômica naquele país acabou resultando em um alto índice de desempregados.O clima era de pobreza, de indignação das massas trabalhadoras. Os jovens buscavam uma saída para a sobrecarga do sistema, e o escape veio na forma do Punk Rock, o lema do “do it yourself” .Era ter uma idéia e botar a mão na massa para realiza-la.Com isso, a música pesada, que tinha como patronos bandas como Led Zepellin,Running Free (Single)Black Sabbath, Deep Purple, entre outros, estava totalmente obscurecida, apagada do cenário. Muitos diziam que a época do rock já tinha passado, que ele já tinha feito sua parte na história, entre outras besteiras.

Em 1971, o então jovem Steve Harris pagou a bagatela de 40 libras numa guitarra Copy Fender Telecaster, e começou a aprender a tocar o instrumento sozinho.Uma de suas primeiras composições, “Burning Ambition”, mais tarde viria a fazer parte do primeiro compacto do Iron Maiden, pela gravadora EMI, chamado “Running Free”.

Paul Di'annoA idéia de formar uma banda de rock pesado começava a borbulhar na cabeça de Steve, mas um grupo que não fosse fazer simplesmente punk rock ou o pop que inundava a cena.

A primeira banda levou o nome de Influence, e foi fundada por um colega de escola chamado Dave Smith. O Influence mudou de nome várias vezes, sendo que um deles foi Gipsy Kiss. Steve Harris, cansado da inconstância musical e pessoal da banda, saiu para entrar no Smiler, isso no ano de 1975. A permanência de Steve durou um pouco mais de seis meses, tomando a decisão de sair pra formar aIron Maidensua própria banda. O nome Iron Maiden veio de um filme chamado O Homem da máscara de Ferro, que Steve já tinha visto a algum tempo.

De 1975 a 78, o Iron Maiden lutava para manter uma formação de conjunto e íntegra. Para se ter uma idéia de como era difícil achar as pessoas certas, o grupo de Steve teve formações que chegavam a durar menos de uma semana. Nomes como Doug Sampson, Paul Day, Dave Sullivan, Terry Trance, Ron Rebel, entre muitos outros, já fizeram parte do Iron Maiden.

KillersPor volta de 1978, a coisa estava fixa mais ou menos da seguinte forma: Steve Harris no baixo, Dave Murray na guitarra, Paul Di’Anno nos vocais e Doug Sampson na bateria. Contabilizando a economia de várias apresentações em East London, a banda decidiu entrar pela primeira vez em um estúdio para registrar a música. O resultado foi a gravação de três temas:“Prowler”, “Invasion” e “Iron Maiden”. Isso resultou, poucos meses mais tarde, no lançamento do lendário “The SoundHouse Tapes” (raríssimo hoje em dia!), um single que vendeu três mil cópias em menos de um mês. É bom salientar que a boa vendagem foi feita graças a um boca a boca entre os fãs, pois na época nenhum órgão de imprensa se envolveu com a divulgação Maiden Japando trabalho dos rapazes. Neil Kay, um DJ de Heavy Metal que apresentava uma “parada de sucessos” de músicas mais pedidas pelos ouvintes, em 1979, “Prowler” era a número 1 do programa, a mais pedida! Os caras do Iron Maiden não acreditaram no fato quando ficaram sabendo. Graças a esses e outros esforços, finalmente se ouvia falar em Heavy Metal outra vez.

Iron Maiden - Uma das melhores banda de Heavy Metal - História

Os Reis Eternos - Forever Iron Maiden.



Iron Maiden are an English heavy metal band from Leyton, East London, England, formed in 1975. The band are led by founder, bassist and songwriter Steve Harris. Since forming in 1975 they have released fourteen studio albums, nine live albums, four EPs and eight compilations.

As a pioneer of the New Wave of British Heavy Metal movement, Iron Maiden rose to fame in the early 1980s, and after several lineup changes, they went on to release a string of platinum and gold albums. These include the US platinum-selling landmark The Number of the Beast in 1982 and the follow up Piece of Mind in 1983. Iron Maiden released their newest studio effort in 2006 entitled A Matter of Life and Death, which peaked at number nine on the Billboard 200 and was certified gold in the UK.

As one of the most successful heavy metal bands of all time, Iron Maiden have sold more than 70 million albums worldwide,[1] without significant mainstream or radio support. The band won the Ivor Novello Awards for international achievement in 2002,[2] and were also inducted into the Hollywood RockWalk in Sunset Boulevard, Los Angeles, California during their tour in the United States in 2005. Their influences include: Thin Lizzy, UFO, Deep Purple, Uriah Heep[3] and Wishbone Ash.[4]

A História do Heavy Metal


O heavy metal (muitas vezes referida apenas como metal [1]) é um gênero do rock[2] que se desenvolveu no final da década de 1960 e no início da década de 1970, em grande parte, na Inglaterra e nos Estados Unidos[3]. Tendo como raízes o blues-rock e o rock psicodélico, as bandas que criaram o gênero desenvolveram um espesso, maciço som, caracterizada por altas distorções amplificadas, prolongados solos de guitarra e batidas enfáticas. O Allmusic afirma que "de todos os formatos do rock 'n' roll, o heavy metal é a forma mais extrema, em termos de volume, machismo, e teatralidade"[4].

As primeiras bandas de heavy metal como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple atraíam grandes audiências, um estatuto comum em toda a história do gênero. Em meados da década de 1970, Judas Priest ajudou a impulsionar a evolução do gênero por grande parte da sua devolução influência do blues; Motörhead introduziu um punk rock sensível e uma crescente ênfase na velocidade. Bandas do "New Wave of British Heavy Metal" como Iron Maiden seguiram a mesma linha. Antes do final da década, o heavy metal tinha atraído uma sequência de fãs no mundo inteiro conhecido como "metalheads" ou "headbangers", e, pelo público leigo no assunto, como "metaleiros", embora dentro da tribo ou subcultura do heavy metal o termo seja considerado bastante pejorativo e repudiado em peso.

Na década de 1980, o glam metal se tornou uma grande força comercial com grupos como Mötley Crüe. O Underground produziu uma série de cenas mais extremas e estilos agressivos: o thrash metal invadiu o cenário com bandas como Metallica, enquanto outros estilos como o death metal e o black metal permaneceram como fenômenos da subcultura do metal. Desde meados da década de 1990, populares estilos como nu metal, que muitas vezes incorpora elementos do hip hop e funk, e metalcore, que combina hardcore punk com metal extremo, têm alargado ainda mais a definição do gênero.