Nas últimas semanas, muito se ouviu falar da possibilidade da AES Eletropaulo iniciar, já no primeiro trimestre de 2009, suas operações com a Internet por Rede Elétrica. Mas muita gente ainda não sabe como ela funciona, se essa nova tecnologia será acessível a todos, e mais importante, se será mais barata do que a banda larga atual.
Continue lendo e descubra!
A Internet por Rede Elétrica - conhecida como BPL, Broadband over Power Lines (Banda Larga por Rede Elétrica) ou PLC, Power Line Communication (Comunicação por Rede Elétrica) - é um sistema que consiste em enviar dados e voz pela rede de energia elétrica. Como a tecnologia utiliza uma infra-estrutura já existente, não é necessário quaisquer obras ou adaptação para se conectar. O sinal da net e a energia viajam pelos mesmos fios, sem um interferir no outro.
Mas como isso funciona? Vamos lá: o sinal de conexão da internet é medido na casa dos Mhz (alta frequência), e a energia elétrica, na casa dos Hz (baixa frequência). Portanto, ambos sinais podem viajar pelos fios da rede em harmonia, sem conflitos. E como a frequência da net é mais alta, mesmo que haja uma queda de energia, o sinal da net não cai (é claro que um no-break se faz necessário nesse caso).
Os dados da net entram na rede elétrica através de um injetor, que é o primeiro ponto de entrada. No caminho, os repetidores tem a funcão de não deixar que os transformadores filtrem o sinal (alta frequência, lembra?). Ao se aproximar de uma residência, o extrator se encarrega de jogar o sinal na fiação residencial. Por último, um modem BPL ligado diretamente à rede elétrica transforma o sinal em conexão banda larga.
Mas há um porém: o modem não pode ser ligado a no-breaks, estabilizadores ou filtros de linha, pois eles filtram a alta frequência; eles devem ser ligados diretamente à tomada, através de um adaptador como o da imagem abaixo:
Do ponto de vista operacional, uma vantagem interessante são os “grids inteligentes”: com essa tecnologia, toda a rede de distribuição estará interligada e sendo monitorada em tempo real, podendo reduzir a falta de energia em até 80%: quando houver uma queda, o próprio grid detecta onde foi e aciona a equipe de reparo, em vez do que acontece hoje, em que o cliente precisa informar a empresa. Outro fato legal é que, como a rede BPL é interligada com a rede elétrica, ela própria se encarrega de informar a central quanto foi o consumo de energia da residência, sem necessidade de profissionais para fazer a leitura dos medidores, e podendo inclusive aposentar os próprios medidores, ou “relógios”.
Uma vantagem sobre o ADSL: a conexão é síncrona, ou seja, a mesma velocidade de upstream/downstream, que pode chegar a até 40Mbps nas freqüências de 1,7MHz a 30MHz; mas ela pode atingir até mais que isso, chegando a incríveis 2,5 Gbps!
Agora as limitações: apesar de toda a infra-estrutura pertencer à AES Eletropaulo, o serviço será vendido em parceria com as atuais operadoras (que não querem perder clientes, claro), em velocidades mais comerciais, como 2, 4, 6 e 8 Mbps, e direcionando as velocidades mais altas para hospitais, delegacias, escolas e outras repartições públicas; tal parceria pode jogar o preço do serviço lá em cima, igualando com os praticados atualmente pelas empresas de ADSL/cabo, e não aliviando em nada o fato de que o Brasil tem a pior e mais cara internet do mundo; ainda precisaremos de provedores, infelizmente; é preciso ampliação da rede de fibra ótica, que não chega a todos os lugares de São Paulo.
Uma coisa é boa: quando uma nova tecnologia se torna disponível, o preço das antigas cai. Mas tendo em vista o que pode acontecer, não teremos concorrência, e sim um cartel…
Fonte: GOGONI´SALLEY
domingo, 26 de abril de 2009
Internet Via Rede Elétrica, como pode?
Postado por Sara Novo às 08:41
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