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domingo, 26 de abril de 2009

Internet Via Rede Elétrica, como pode?

Nas últimas semanas, muito se ouviu falar da possibilidade da AES Eletropaulo iniciar, já no primeiro trimestre de 2009, suas operações com a Internet por Rede Elétrica. Mas muita gente ainda não sabe como ela funciona, se essa nova tecnologia será acessível a todos, e mais importante, se será mais barata do que a banda larga atual.

Continue lendo e descubra!

A Internet por Rede Elétrica - conhecida como BPL, Broadband over Power Lines (Banda Larga por Rede Elétrica) ou PLC, Power Line Communication (Comunicação por Rede Elétrica) - é um sistema que consiste em enviar dados e voz pela rede de energia elétrica. Como a tecnologia utiliza uma infra-estrutura já existente, não é necessário quaisquer obras ou adaptação para se conectar. O sinal da net e a energia viajam pelos mesmos fios, sem um interferir no outro.

Mas como isso funciona? Vamos lá: o sinal de conexão da internet é medido na casa dos Mhz (alta frequência), e a energia elétrica, na casa dos Hz (baixa frequência). Portanto, ambos sinais podem viajar pelos fios da rede em harmonia, sem conflitos. E como a frequência da net é mais alta, mesmo que haja uma queda de energia, o sinal da net não cai (é claro que um no-break se faz necessário nesse caso).

Os dados da net entram na rede elétrica através de um injetor, que é o primeiro ponto de entrada. No caminho, os repetidores tem a funcão de não deixar que os transformadores filtrem o sinal (alta frequência, lembra?). Ao se aproximar de uma residência, o extrator se encarrega de jogar o sinal na fiação residencial. Por último, um modem BPL ligado diretamente à rede elétrica transforma o sinal em conexão banda larga.

Mas há um porém: o modem não pode ser ligado a no-breaks, estabilizadores ou filtros de linha, pois eles filtram a alta frequência; eles devem ser ligados diretamente à tomada, através de um adaptador como o da imagem abaixo:

Do ponto de vista operacional, uma vantagem interessante são os “grids inteligentes”: com essa tecnologia, toda a rede de distribuição estará interligada e sendo monitorada em tempo real, podendo reduzir a falta de energia em até 80%: quando houver uma queda, o próprio grid detecta onde foi e aciona a equipe de reparo, em vez do que acontece hoje, em que o cliente precisa informar a empresa. Outro fato legal é que, como a rede BPL é interligada com a rede elétrica, ela própria se encarrega de informar a central quanto foi o consumo de energia da residência, sem necessidade de profissionais para fazer a leitura dos medidores, e podendo inclusive aposentar os próprios medidores, ou “relógios”.

Uma vantagem sobre o ADSL: a conexão é síncrona, ou seja, a mesma velocidade de upstream/downstream, que pode chegar a até 40Mbps nas freqüências de 1,7MHz a 30MHz; mas ela pode atingir até mais que isso, chegando a incríveis 2,5 Gbps!

Agora as limitações: apesar de toda a infra-estrutura pertencer à AES Eletropaulo, o serviço será vendido em parceria com as atuais operadoras (que não querem perder clientes, claro), em velocidades mais comerciais, como 2, 4, 6 e 8 Mbps, e direcionando as velocidades mais altas para hospitais, delegacias, escolas e outras repartições públicas; tal parceria pode jogar o preço do serviço lá em cima, igualando com os praticados atualmente pelas empresas de ADSL/cabo, e não aliviando em nada o fato de que o Brasil tem a pior e mais cara internet do mundo; ainda precisaremos de provedores, infelizmente; é preciso ampliação da rede de fibra ótica, que não chega a todos os lugares de São Paulo.

Uma coisa é boa: quando uma nova tecnologia se torna disponível, o preço das antigas cai. Mas tendo em vista o que pode acontecer, não teremos concorrência, e sim um cartel…

Fonte: GOGONI´SALLEY

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